Dr.ª Cátia Gonçalves

Porque queremos que nos conheça melhor começamos uma série de entrevistas descontraídas com a nossa querida equipa. A Dr.ª Cátia Gonçalves, Portuense e prestes a cumprir quatro décadas de vida, dá o pontapé de saída a uma conversa que pode bem ser acompanhada de um café ou chá. Sente-se, e conheça melhor uma profissional apaixonada pela Medicina Dentária.

Uma memória de infância?
Os sons de uma cidade, de um modo de vida e de um cérebro mais calmo, os passeios a pé com a minha Mãe, de bicicleta com o meu Pai, o som das conversas de ambos, enquanto a minha mãe cozinhava e eu brincava, o rádio sempre ligado ao pequeno almoço, as idas ao campo com a minha tia e minha prima, o cheiro da praia quando ainda se apanhavam estrelas do mar nas pocinhas…

Em criança queria ser dentista ou a medicina dentária teve que concorrer com a bailarina, a bombeira, a astronauta?
Nunca quis ser médica dentista, até perceber que não me ia dar bem nas artes, porque a arte envolve demasiada anarquia em vários aspectos, nem na medicina geral, pela componente emocional/humana pesada e porque também não havia horários nem rotinas. A medicina dentária foi a terceira escolha, mas desde sempre gostei da vertente cirúrgica.

O que é que a fascina na medicina dentária?
Aquele micromundo que existe num espaço de meros centímetros quadrados, a quantidade de tecidos diferentes que encontramos na cavidade oral, com diferentes funções, a variedade de áreas que a compõem, a capacidade que os dentes e gengivas têm de influenciar o nosso estado geral, física e psicologicamente, positiva ou negativamente.

Depois do curso em medicina dentária decide fazer um Mestrado em Periodontologia, a disciplina que estuda as doenças das gengivas, porquê?
A Periodontologia é muito mais do que as doenças das gengivas. É a área que trata dos tecidos de suporte dos dentes, que são a zona mais espantosa da cavidade oral. Em mais nenhuma zona do corpo encontramos uma solução de continuidade, uma zona intermédia entre meio oral (externo) e osso de forma tão perfeita e bem-adaptada. A gengiva representa também, para além da 1ª linha de defesa contra agentes químicos, físicos, térmicos e bacterianos, a moldura rosa da estética branca do dente. E todos os tecidos periodontais e peri-implantares (no caso dos implantes dentários) são maravilhosos e fascinantes.

Como foi a sua entrada para a Clínica Parque da Cidade?
Foi muito gira, essa história. Quase premonitória. O mundo é tão grande e passamos a vida a esbarrar nas mesmas pessoas… Tudo tem uma razão, não é?
Os meus pais foram pacientes do pai do Dr. Luís (Dr. Alexandre Corte-Real), depois do irmão… quando precisei de extrair os meus dentes do siso, já na faculdade, marquei as consultas com o Dr. Zé Maria. Já na altura achava aquele homem uma pessoa sui generis. Era uma pessoa especial. Fazia a minha consulta de check-up anual, mas não tinha tártaro nem cáries – sempre fui obcecada com os dentes – , o que fazia com que tivesse pouco contacto com o Dr. Zé Maria, mas tive, entretanto, o privilégio de conhecer o seu irmão mais novo, o Luís, porque andávamos na mesma faculdade.
Mais tarde, já licenciada, passei uma vez na recém-estreada Clínica Parque da Cidade, para visitar o meu médico, que tinha, entretanto, saído da clínica onde exercia e erigido o seu próprio sonho – que viria a ser o meu, mal entrei e senti a vibração daquela casa. Bom equipamento, bons profissionais e, acima de tudo, boas energias.
Só que, na altura, era o próprio Dr. Zé Maria a assumir a parte da Periodontologia.
Anos depois, decidi fazer algumas opções na minha vida profissional e desisti de algumas clínicas onde trabalhava, tendo ligado ao Luís Corte Real. “Diz, Cátia. Se preciso de uma boa Periodontologista? Preciso.”, disse ele, sem praticamente me ter deixado falar. Corre nos genes, esta coisa de ser especial. E lá fui eu, concretizar o meu sonho de trabalhar numa clínica de referência.

Quais são os valores comuns da Clínica Parque da Cidade que mais admira?
O facto de tratar os pacientes como família. Quem vai a uma consulta sente isso. A forma como tentamos, sempre, que os pacientes saiam com o melhor plano de tratamento possível, como se de um Pai/Mãe, um irmão/irmã, um marido/mulher se tratassem. O facto de todos continuarmos apaixonados pelas nossas áreas, de continuarmos a estudá-las e muitos de nós, a ensiná-las, também. A camaradagem. Doses certas de loucura e de humor complementam a coisa.

Qual é o conselho que mais dá aos seus pacientes no que toca à saúde oral, e porquê?
Fazerem da higiene uma religião. Cada caso é um caso, todas as pessoas têm recomendações de higiene diferentes, dependendo do caso, da patologia, da posição dentária… o único denominador comum é a paixão que os tento fazer ter por sentirem os dentes e gengivas impecáveis e limpos.

Breves

Livro
Credo. Só um? Gosto tanto da tantos! Miguel Esteves Cardoso, Lobo Antunes, Kafka, Donald Walsh, Kerouac… Mas talvez escolhesse “Narciso e Goldmundo”, de Hermann Hesse.

Disco
Minha Nossa Senhora, não posso trair ninguém. Não consigo dizer só um. Vou ter que dizer 5, quando queria dizer 50. Que tortura! Vou ficar com esta pergunta a latejar na cabeça, de tão injusta resposta que exige. Mas cá vai. “Let´s dance”, do Bowie. “Core”, dos Stone Temple Pilots. “Vision thing”, dos The Sisters of Mercy. “Angel Dust”, dos Faith No More. “This is all yours”, dos Alt-J.

Animal de estimação
Ufffff! Aqui consigo escolher um. Gato. Sem dúvida.

Filme
Bolas!, vou ter zero neste teste de citar apenas uma coisa!
“The game”, “The others”, The Godfather”, “Sliding doors”, “Fight club”, “Volver”, sei lá, tudo do Almodovar, do Tarantino, do David Fincher…

Série de TV
“House”, “Grey’s anatomy”, “Private Practice”, “Botched”… mas tenho pouco tempo para tv!

Aventura
Dar formação.

Hobby
Escrever, fazer desporto, desenhar, compor.

Praia ou neve?
Praia, diabos.

Saudades de?
Ser pequenina.

A não perder no Porto
As pessoas. São surpreendentes.

Dra. Cátia Gonçalves
OMD Cédula: 3020
ERS: E119722

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